Conheça as 5 principais tendências no varejo em 2017

Em tempos de crise financeira e de grandes mudanças comportamentais dos consumidores, é cada vez mais difícil acompanhar o ritmo que a tecnologia tem dado na relação entre o varejista e seus clientes. As variáveis consideradas pelos consumidores se diversificam em uma velocidade impressionante e cuidar de todas elas toma um tempo que já é escasso no lado de trás do balcão.
Nesse cenário, conseguir “prever o futuro” e ser ágil para mudar é fundamental, não só para estar à frente dos seus concorrentes, mas para também se tornar referência no assunto e se destacar diante do consumidor. Separamos algumas das principais tendências no varejo que estão bombando em 2017 para te ajudar.

Experiência em todos os pontos da jornada

A tecnologia mudou a jornada de compra para clientes e varejistas. A posse dos produtos perdeu espaço para as conexões emocionais com a marca. Os consumidores de hoje – e especialmente os mais novos – exigem uma experiência mais focada na loja, e fazem suas compras com um seleto grupo de varejistas que cumprem suas expectativas.

Uma boa maneira para começar a olhar a experiência com outros olhos é colher um feedback detalhado sobre a opinião do cliente após a compra. Empresas como o Uber conseguem fazer isso de forma eficaz, utilizando um modelo de estrelas e tags para cada usuário avaliar o motorista após a corrida. Por ser simples, esse modelo possui alta adesão nas respostas e gera seus relatórios automaticamente, sem tomar tempo de outras atividades.
Dependendo da realidade do estabelecimento, outra sugestão interessante é fazer um mapeamento dos pontos de contato do cliente com a marca, e com técnicas de brainstorming levantar ideias de encantamento para quando o consumidor não está esperando. É possível conseguir excelentes resultados utilizando ideias simples e inovadoras, mesmo com baixo orçamento.

Diversidade de canais (Omnichannel)

Embora os consumidores sejam cada vez mais dependentes de dispositivos digitais – o brasileiro vê em média 300 vezes seu smartphone por dia – as vendas no físico ainda representam mais de 90% de todos os gastos com varejo. Um erro muito comum entre as empresas do setor é, ao buscar uma presença online mais relevante, acabar negligenciando aspectos em loja que fazem toda diferença.
A integração entre o online e o offline é o caminho para levar a curtida no Facebook e o acesso no site até seu estabelecimento. Por isso é interessante buscar sempre ações que impactem as vendas de forma direta e mensurável, como um código promocional que só pode ser visto em determinada publicação ou após alguma ação realizada. Afinal, apesar de ser importante ser visto para ser lembrado, ainda é a visita no físico que traz o faturamento!

Automatização

Marketing, pedidos, cadastro, pagamento; cada vez são mais etapas do processo de compra sendo facilitadas por ferramentas digitais e automáticas. Uma pesquisa conduzida pela MasterCard aponta que 80% dos consumidores no varejo utilizam tecnologia na hora de fazer compras, enquanto 72% já receberam notificações mobile de marcas que consomem.
Procurar por soluções virtuais que simplifiquem algum processo serve não só para utilizar ferramentas e canais que o seu consumidor já está familiarizado, mas para realizar essas atividades de forma mais eficaz, rápida e segura. Por exemplo, um controle de caixa realizado em uma planilha do Excel possui uma confiabilidade muito melhor que a de um caderninho, e ainda pode fornecer insumos para análises mais aprofundadas.
Para negócios já melhor estruturados, existem soluções mais complexas que geram um ganho de valor maior. Já pensou se todos seus consumidores, alguns dias após consumirem na sua loja, recebessem uma notificação no celular comunicando uma oferta para o mesmo produto que compraram? A criatividade é o limite do que pode ser feito.

Perfil como segmentação

Mais uma tendência comportamental do que tecnológica; hoje aspectos como renda, escolaridade, gênero e idade não são mais suficientes para analisar e se posicionar perante determinado público alvo. Nesse caso, marcas que conseguem se projetar com determinados grupos específicos estimulam uma maior lealdade. Aspectos culturais como linguagem, valores e ritos acabam criando laços emocionais com o consumidor, que passa a preferir e até venerar a marca.
Quem trabalhou esse conceito de forma pioneira foi a Prefeitura de Curitiba, comunicando fatos da cidade de forma leve e descontraída, o que gerou uma adesão e repercussão maior para a página. No entanto, para dar esse passo é preciso conhecer bem o seu público. Nem todas as estratégias demandam um posicionamento descontraído e quem vai dar esse direcionamento é exatamente a forma como seus consumidores pensam.

Dados e mais dados

Um dos conceitos que mais ganhou popularidade recentemente foi o de big data, que é muito utilizado pelos e-commerces e serviu até para auxiliar a seleção alemã a ganhar a copa no Brasil. Mas se engana quem pensa que a análise de dados está restrita a especialistas em programação ou a soluções caríssimas, em escala reduzida é possível aplicar o mesmo método e chegar a excelentes resultados.
O maior desafio para o varejo físico embasar melhor suas decisões estratégicas seguindo esse modelo está na coleta dos dados, isso se deve a dificuldade de obter informações do cliente quando ele está dentro da loja. Para solucionar esse problema, ferramentas simples como um cadastro de clientes, um programa de fidelidade digital e a nota fiscal eletrônica se tornam muito poderosas quando esses dados podem ser cruzados, permitindo uma análise ampla e completa.

 

Sem dúvida, a “era mobile” traz uma dinâmica nova para todas as empresas, abrindo portas para a solução de problemas logísticos e interferindo na percepção de valor dos consumidores. Se adaptar a isso – sem abandonar tudo que já foi construído – é não só uma necessidade mas já uma realidade para os empreendedores.
Sua empresa já acompanha alguma dessas tendências? E seus concorrentes? Veja a percepção que o mercado tem sobre cada um deles na nossa ferramenta de olho na concorrência!

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