Dicas para não errar na formação de preço dos seus produtos

Em um mercado cada vez mais mutável somado a uma crise econômica que atinge a diversos setores do nosso país, as empresas estão adotando diversas formas de não perder aquele freguês e manter a longevidade de seu negócio. Sabemos que dentre os diversos fatores que levam um cliente até sua empresa, o preço é um dos que tem enorme relevância senão o mais relevante. Partindo disso, mostramos qual a fórmula básica para formação de preços e separamos alguns pontos a serem observados em relação à precificação de produtos e dicas de como driblar esse problema em meio a constantes reajustes.

Como criar o preço de um produto?

Para atribuir adequadamente um preço ao seu produto é preciso entender o princípio básico da criação de preços, usando uma fórmula simples:

 

 

 

 

 

Tomando como exemplo um restaurante, teríamos:

Custos: tudo o que a empresa desembolsa para fabricar o produto ou serviço que ela entrega ao cliente, como matéria-prima, mão-de-obra, energia elétrica e equipamentos. Dentro dos custos podemos enxergar custos fixos e variáveis, sendo os fixos aqueles que não sofrem alteração todo mês como salários e aluguel. Já os custos variáveis estão relacionados a matéria prima. Utilizando o exemplo, teríamos a compra dos insumos para as refeições que varia todos os meses por consequência da inflação.

Despesas: O quanto sua empresa gasta para vender seu produto ou serviço. No nosso exemplo teríamos despesas de aluguel, água, luz, salário dos atendentes, ações de marketing, entre outros.

Lucro: É o retorno positivo que sua empresa tem com a venda do seu produto ou serviço.

Para quem já está  no dia a dia de um negócio de varejo, isso não é novidade. Mas fique atento: alguns quesitos fazem com que essa simples matemática se altere dependendo de alguns fatores.

Abaixo temos alguns erros comuns e pontos em que qualquer gestor de um negócio deve se atentar na hora de precificar seu produto.

Desconhecimento do custo real de produção

Muitas vezes o empresário desconhece o custo real de produção por estar focado em outros processos do negócio, isso faz com que ele não esteja atento a importantes mudanças na sua cadeia produtiva, como mudança do custo dos insumos que impacta diretamente na formação de preços.

Exemplo: Se uma seca faz com que a produção de tomate seja baixa, consequentemente isso irá trazer uma alteração no custo dos insumos. Dessa forma, o custo de produção será afetado. Imagine isso em um restaurante italiano onde o tomate é praticamente o insumo mais utilizado. A diferença seria gritante, certo?

Desconsiderar a margem de lucro, investimentos e gastos inesperados

Antes de formar o preço de um produto considere a margem de lucro que os investidores esperam com a produção do negócio, afinal o objetivo principal é ter um retorno financeiro. Considerar também possíveis investimentos do negócio, como um financiamento para expandir a empresa ou a compra de maquinários. Pensar em possíveis gastos inesperados, como problemas de infraestrutura devido a um vendaval por exemplo, também é um fator importante.

Não ajustar o seu preço a sua nova realidade de produção

É bastante comum empresários optarem por não reajustar o preço por receio de perder seus clientes para a concorrência. Porém não equalizar os preços com o aumento nos custos e despesas pode significar um impacto negativo ainda maior do que perder alguns clientes, motivados por preços baixos.

Desconsiderar o valor agregado do produto

Muitas vezes o que o consumidor busca não é somente o seu produto em si, mas toda a jornada de satisfação que ele terá ao consumir o seu produto. É um erro não considerar o valor agregado na hora de precificar, como um atendimento fora da curva, não enfrentar filas e um ambiente acolhedor e descontraído. O valor agregado pode ser um grande diferencial na sua formação de preços frente a seus concorrentes, analise o que você entrega de valor além do produto para seus clientes e use isso em seu benefício.

A fórmula para formação de preços não é complexa, mas para ter sucesso nessa etapa, você deve se atentar também, ao seu mercado consumidor, sua cadeia produtiva e seu segmento. Alinhando esses fatores, e se precavendo das armadilhas que a maioria dos gestores acabam cometendo,  sua empresa possivelmente terá uma formação de preços de sucesso.

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